A apenas 1h30 de Lisboa e cerca de 2h do Porto, encontra-se a encantadora cidade de Tomar, no coração de Portugal. Conhecida como a Cidade dos Templários, é o destino perfeito para uma escapadinha de fim de semana ou para uma paragem estratégica numa roadtrip de norte a sul do país.
Foi precisamente numa dessas viagens, entre o Algarve e o Norte, que decidimos parar em Tomar e explorar a cidade. Neste guia, partilhamos contigo o nosso roteiro com os melhores locais a visitar em Tomar e arredores.
Sugestão de leitura: Mosteiro da Batalha, uma Ode à Independência de Portugal
Como chegar a Tomar
Tomar situa-se no distrito de Santarém, região Centro.
- De carro: A viagem é rápida e confortável pela A1 ou A23. De Lisboa são cerca de 140 km, do Porto são 190 km.
- De transportes públicos: Existe ligação de comboio e autocarros expressos, de várias cidades do país, como Lisboa e Porto. No entanto, o carro continua a ser a forma mais prática, principalmente para explorar os arredores.
Quando visitar Tomar
Qualquer altura é boa para visitar Tomar. De maio a setembro, o clima oferece sol, céus azuis e dias quentes perfeitos para explorar; no inverno, traz um frio ameno que pede um casaco, e a chuva é mais frequente de outubro a abril. No verão, o Tomar ComVida anima as noites com concertos gratuitos, e em julho a monumental Festa Templária, um dos maiores festivais medievais de Portugal, traz cavaleiros e história às ruas. De quatro em quatro anos, a Festa dos Tabuleiros transforma a cidade num espetáculo de cor e tradição que não vais querer perder.
Roteiro de 1 dia em Tomar: o que visitar
A cidade dos Templários não é grande e podes visitar a mesma a pé. Estaciona o carro junto à entrada da Mata Nacional dos Sete Montes e parte à aventura, subindo até ao Convento de Cristo. Podes visitar facilmente a cidade seguindo a ordem dos locais abaixo.
Convento de Cristo
O Convento de Cristo em Tomar é o cartão de visita da cidade e uma visita obrigatória. Classificado como Património Mundial da UNESCO desde 1983, a sua arquitetura incorpora elementos de vários estilos arquitetónicos: Românico, Gótico, Manuelino, Renascentista, Maneirista e Barroco. O ex-libris do convento é a Janela do Capítulo, uma das principais obras do estilo Manuelino. Lembras-te de estudar sobre esta janela na escola? Ao longo da visita vais ficar maravilhado pela grandiosidade do convento e dos vários claustros.
A nossa experiência pessoal: deixámos a visita para o final do dia e a nossa experiência não foi a melhor. Apesar de ainda estarmos dentro do horário de visita, os funcionários começaram a encerrar várias áreas com antecedência, o que tornou a nossa visita apressada e fez com que não visitássemos todas as áreas. Por isso, aconselhamos a reservar pelo menos 1h30 a 2h para conhecer o convento com calma. Tem em atenção que o horário de funcionamento se aplica tanto ao interior do edifício, como aos jardins.
Outro aspeto negativo é a falta de estacionamento gratuito no local e de qualquer indicação do tempo médio da visita. Caso optes por não estacionar na cidade e escolhas os parques do convento, sugerimos que pagues o estacionamento para uma hora e meia/duas horas.




Castelo de Tomar
Integrado no mesmo complexo do convento, o Castelo de Tomar foi mandado construir pelos Templários. Na entrada principal do convento, vês logo as muralhas do castelo. Localizado no alto da cidade, oferece uma vista panorâmica sobre a região. O castelo está rodeado de jardins onde podes passear ou relaxar numa sombra.

Mata Nacional dos Sete Montes
Terminada a visita ao castelo, regressa à cidade pela Mata Nacional dos Sete Montes, o principal parque da cidade que conta com 39 hectares. Outrora conhecida como a Cerca do Convento, esta mata era usada pela Ordem de Cristo como área de recolhimento e de cultivo. É o local perfeito para caminhar e respirar ar puro.
No meio da vegetação, encontras um templo miniatural conhecido como “Charolinha” devido à sua forma cilíndrica.

Convento de São Francisco e Museu dos Fósforos
À saída da Mata Nacional dos Sete Montes, encontras o Convento de São Francisco, que se destaca pela sua capela maneirista. Atualmente, o convento alberga o Museu dos Fósforos, que reúne uma coleção com mais de 40 mil caixas de fósforos de todo o mundo.

Sinagoga de Tomar
No centro histórico, vale a visita à Sinagoga de Tomar, que se acredita que seja a mais antiga ainda existente em Portugal. Aqui poderás também visitar o Museu Hebraico Abraão Zacuto, importante testemunho da presença judaica na cidade.
Praça da República
Eis que chegas à Praça da República, localizada no centro de Tomar. No centro da praça, em jeito de homenagem, encontras a estátua de Gualdim Pais, fundador da cidade. Aqui vais também encontrar a Igreja de São João Batista e a Câmara Municipal, antigo edifício dos Paços do Concelho.
A praça completa-se com casas antigas impecavelmente limpas e cuidadas e cheia de detalhes arquitetónicos, cafés e muita vida local.


Rua Serpa Pinto (Corredoura)
Segue pela Corredoura, agora denominada de Rua Serpa Pinto, a principal rua pedonal de Tomar. Esta rua está cheia de lojas, cafés, restaurantes e estabelecimentos de alojamento local.
Ao passeares pela calçada vais encontrar a Residencial União, que remonta ao século XIX, o centenário Café Paraíso e a confeitaria Estrelas de Tomar, onde nasceram as Fatias de Tomar, os Queijinhos de Tomar e o Beija-me Depressa.

Rio Nabão e Roda do Parque do Mouchão
Chegaste ao local que mais gostamos na cidade: o rio Nabão e o Parque do Mouchão. No parque destaca-se o coreto, pela pérgula romântica e pela Roda do Mouchão. A roda é acarinhada por todos os Tomarenses e são poucos os visitantes que lhe ficam indiferentes. Foi construída em 1906 para regar os campos circundantes ao rio e para transportar água para os moinhos.


Ponte Velha
Junto ao Parque do Mouchão está a Ponte Velha, umas das mais bonitas entradas da cidade. Pensa-se que a origem da ponte é Romana, mas não há certezas. Acredita-se que os Templários, na chegada a Tomar, aproveitaram uma estrutura de pedra existente e construíram a ponte para atravessar o rio em segurança.

Convento de Santa Iria
À saída da ponte, nas margens do rio Nabão, encontras o convento de Santa Iria, que, tal como a ponte, foi construído sobre um edifício muito antigo, ainda anterior ao castelo. Foi aqui que aconteceu o martírio de Santa Iria, degolada por Britaldo, cujo corpo foi atirado ao rio. Segundo a lenda, as águas do Tejo abriram-se para mostrar o caixão e hoje em dia um padrão assinala o ocorrido nesse local.

Levada de Tomar
A levada de Tomar também remonta ao tempo dos Templários e foi criada para fornecer energia aos moinhos e aos lagares nas margens do rio. Atualmente, no local funciona a Central Elétrica da Levada de Tomar. Se tiveres interesse, podes visitá-la e ficar a saber mais sobre a produção de energia elétrica. Se quiseres, podes também passear nas margens da levada em qualquer um dos seus passadiços.

Aqueduto dos Pegões Altos
Terminada a visita ao centro da cidade, sugerimos que termines o dia no Aqueduto dos Pegões Altos. Localizado muito próximo do Convento de Cristo, o aqueduto conta com seis quilómetros de extensão com arcos que chegam a 30 metros de altura. No passado era utilizado para levar água para o convento.
Subir ao aqueduto é impróprio para cardíacos, para crianças ou para quem tem medo de alturas. Se não tiveres medo e te sentires capaz, podes admirar a beleza do aqueduto e da área circundante desde os seus trinta metros de altura. Tem sempre cuidado pois não há qualquer base de apoio e o vento costuma ser forte.

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