Bruxelas é uma cidade que divide opiniões, mas a sua riqueza de bairros, museus, jardins, lojas de chocolates, cervejarias e waffles conquista quase todos que se permitem explorá-la sem pressa.
Em novembro de 2023 visitámos, pela primeira vez, Bruxelas. Quando decidimos visitar a cidade recolhemos opiniões de amigos que já lá tinham estado e as opiniões sobre a capital belga são muito diferentes. Por um lado há quem adore, por outro lado há quem jure nunca mais voltar.
É certo que Bruxelas não integra a lista das cidades europeias com grandes monumentos. Paris tem a Torre Eiffel, Barcelona a Sagrada Família e Londres o Big Ben. Bruxelas tem… O Manneken Pis, uma figura de poucos centímetros. No entanto, a cidade é muito mais do que monumentos grandiosos (sendo que esses também não faltam). Bruxelas foi uma agradável surpresa que gostámos de conhecer e que aconselhamos a visita.
Neste post, partilhamos o roteiro que seguimos para conhecer Bruxelas em dois dias. A nossa viagem à Bélgica incluiu ainda um dia em Bruges e meio dia em Antuérpia, dos quais iremos falar noutros posts. Aconselhamos que vejas este roteiro com atenção e faças ajustes conforme te for mais conveniente. Consoante o local em que estejas alojado, por exemplo, poderá fazer sentido alterar a ordem das visitas. Damos também algumas sugestões de locais adicionais para visitar, que poderão aumentar o tempo necessário para a visita mas que poderão ser uma boa opção se tiveres mais tempo para explorar Bruxelas.
Continua a ler o nosso post e guarda todas as dicas para visitares Bruxelas.
Roteiro para visitar Bruxelas em 2 dias: 1º dia
La Grand-Place (Grote Markt)
La Grand-Place, ou Grote Markt, é a praça principal da cidade, Património da Humanidade da UNESCO e o ponto de partida do nosso roteiro para visitar Bruxelas. A praça está rodeada de edifícios históricos, cheios de pormenores de arquitetura que atraem todos os olhares. Aconselhamos-te visitar a praça pelo menos duas vezes: durante o dia, para poderes observar todos os pormenores dos edifícios, e à noite, para veres o espetáculo de luzes que acontece diariamente.
Dos edifícios históricos que compõe a praça fazem parte o Hotel de Ville, a Maison du Roi, a Maison des Ducs de Brabant, o Le Pigeon e o Monumento Éverard t’ Serclaes. A praça é grandiosa e temos que admitir que as fotografias não fazem jus à sua monumentalidade.





Bourse de Bruxelles
Muito próxima da Grand-Place, deparámo-nos com o antigo edifício da Bolsa de Bruxelas. Não estava nos nossos planos, mas a imponência do espaço convidou-nos a entrar e surpreendeu-nos pelos detalhes do interior.



Manneken Pis
A poucos metros, encontra-se o Manneken Pis, o famoso menino a urinar. Tem pouco mais de 50 cm, mas é um dos símbolos incontornáveis da cidade, frequentemente vestido a rigor para ocasiões especiais. Os seus trajes podem ser vistos na Maison du Roi, localizada na Grote Markt.

L’église Notre-Dame des Victories au Sablon
Seguimos para o bairro Sablon, onde se encontra esta deslumbrante igreja gótica, uma das mais bonitas de Bruxelas e de entrada gratuita. Perto, podem-se explorar as praças Grand Sablon e Petit Sablon e um jardim neorrenascentista repleto de fontes e estátuas.



Place Royale & Igreja de Saint Jacques Sur Coudenberg
A escassos metros está localizada a Place Royale, praça dos monarcas. Localizados na Place Royale, estão os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica e o Museu Magritte, que visitámos durante a tarde e dos quais falamos mais abaixo neste post. Está ainda localizada a igreja de Saint Jacques Sur Coudenberg, uma igreja neoclássica, de entrada livre, com um interior simples mas amplo e luminoso.


Palácio Real de Bruxelas
Continuámos a nossa visita a Bruxelas rumo ao Palácio Real de Bruxelas. O palácio apenas recebe visitantes nos meses de verão mas, mesmo que visites Bruxelas noutra estação do ano (como foi o nosso caso), a passagem pelo palácio vale sempre a pena para contemplar toda a beleza do edifício e os seus jardins exteriores.


Em frente, encontras o Parlamento da Bélgica e o Parc de Bruxelles, ideal para uma pausa.
Mont des Arts
Muito próximo, está localizado o Mont des Artes, traduzido para português “colina das artes”. O local tem alguma importância para o país, pois é aqui que está localizada a Biblioteca Real da Bélgica e o Arquivo Nacional. Paralelamente, é nesta zona que se concentram a maioria dos museus da cidade.
O Mont des Arts também merece a visita pelos seus jardins e pela vista alta da cidade. Aqui encontramos também o Carillon du Mont des Arts, um relógio em forma de estrela de doze pontas que muito provavelmente já viste pelas redes sociais.




Entretanto, a hora de almoço chegou e fizemos uma pausa para almoçar.
Após o almoço, continuámos pela mesma zona para visitar o Museu Magritte e os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica. Para os museus, adquirimos os bilhetes online através do próprio site.
Museu Magritte
Começámos por visitar o museu Magritte. Este museu integra os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica e, como o nome indica, é dedicado à obra do artista surrealista belga René Magritte. O museu conta com uma coleção de mais de 200 obras que espelham a sua evolução artística. Recomendamos a visita a este museu a todos os que gostam de pintura.



Museus Reais de Belas Artes da Bélgica
Mesmo ao lado, visitámos os restantes museus que integram os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica. Estes integram mais de 20.000 obras, entre pinturas, desenhos e esculturas, que datam do século XV até à atualidade.
A nossa visita aos museus teve a duração aproximada de 03h30, pelo que aconselhamos que vás com tempo. Vê nas imagens abaixo um cheirinho do que vais encontrar.




Após a visita aos museus, dedicámo-nos a passear pelas ruas sem destino definido. Parámos para fotografar detalhes dos edifícios, comer waffles, batatas fritas e, claro, chocolate belga.
E assim chegou ao fim o nosso primeiro dia em Bruxelas.
Roteiro para visitar Bruxelas em 2 dias: 2º dia
Bairro Europeu
Começámos o segundo dia com uma viagem de metro até à estação Schuman, e, rapidamente, chegámos ao Bairro Europeu. Um grande número de instituições da União Europeia estão localizadas neste bairro, nomeadamente o Parlamento Europeu, onde são tomadas várias decisões que afetam as nossas vidas enquanto cidadãos da União Europeia.

Aqui podes também visitar o Parlamentarium, um museu interativo que oferece uma imersão na história, funções e futuro da União Europeia. Nós optamos por não visitar mas, caso o queiras fazer, recomendamos que agendes a tua visita no aqui uma vez que, embora a entrada seja gratuita, as vagas são limitadas.



Caso tenhas interesse, o Instituto Real Belga das Ciências Naturais fica localizado neste bairro e é uma boa opção de visita para aficionados pela história natural.
Parc du Cinquentenaire
Perto do Bairro Europeu, localiza-se o Parc du Cinquentenaire e nós dedicamos algum tempo a passear pelo mesmo. O parque é extenso e está rodeado por edifícios que comemoram os 500 anos de independência da Bélgica. É o local ideal para relaxar. Aproveita para fotografar os jardins, os lagos, as quedas de água e o arco do triunfo, Les Arcades du Cinquentenaire.

Galerias Royales Saint-Hubert
Após o almoço, fomos visitar as Galerias Royales Saint-Hubert. As galerias são o local mais procurado para quem quer visitar a cidade e fazer compras. Localizam-se mesmo no centro da cidade, são cobertas por uma cúpula, têm fachadas das lojas grandiosamente ornamentadas e reúnem várias marcas de luxo e restaurantes conceituados. Mesmo que não pretendas fazer compras, a visita vale a pena pela beleza do espaço, sendo a entrada gratuita.


Catedral de São Miguel e Santa Gudula
Mais ao final da tarde, visitámos a catedral de São Miguel e Santa Gudula, os padroeiros da cidade. A catedral é um edifício de arquitetura gótica que impressiona, tendo demorado mais de 300 anos a ser construída. A entrada é gratuita.
Na catedral já foram celebrados vários casamentos reais. No interior, existem muitos detalhes que despertam a atenção, desde um coro gótico, um órgão profundamente decorado, um púlpito branco e vários e riquíssimos túmulos reais.



Atomium
Terminámos o segundo dia com mais uma viagem de metro até à estação de Heysel para visitar o Atomium.
O Atomium foi construído em 1958 para a Exposição Mundial, Expo 58, e é uma das atrações mais conhecidas e fotografadas de Bruxelas. Nós optamos por ficar apenas pelo exterior mas, se quiserem visitar o interior, a entrada no átomo gigante oferece vistas panorâmicas de toda a cidade desde os seus mais de 100 m de altura.
Junto ao Atomium, podes visitar o parque temático Mini Europa onde encontras a Europa em miniatura, com vários monumentos icónicos num espaço ao ar livre. Nós optámos por não visitar, mas fica a sugestão se tiveres interesse.


Para finalizar a tua visita a Bruxelas, passeia um pouco mais pelas ruas sem destino e vai atrás do cheirinho dos waffles.



Como chegar a Bruxelas
Bruxelas é muito acessível, independentemente do ponto de partida:
- Avião: Bruxelas dispõe de dois aeroportos: Brussels Airport (Zaventem), a cerca de 15 km do centro e com ligação direta de comboio, autocarro, táxi/Uber ou shuttle; e Charleroi, a 60 km, mais usado pelas companhias low cost e com autocarros diretos para o centro. Como viajámos pela Ryanair a partir do Porto, voámos para o aeroporto de Charleroi, e optámos pelo transfer de autocarro da Fibco.
- Comboio: A cidade conta com ligações de alta velocidade e linhas internacionais e domésticas. As principais estações são Bruxelles-Midi, Bruxelles-Central e Bruxelles-Nord.
Sugerimos que pesquises e compares os preços de transfers e transportes públicos antes da viagem para poupar e evitar imprevistos.
Como se deslocar em Bruxelas
Bruxelas é uma cidade relativamente pequena, perfeita para percorrer a pé. Para visitar atrações mais afastadas, como o Bairro Europeu ou o Atomium, vais precisar de te deslocar em transportes públicos – sugerimos o metro, uma opção rápida e eficiente.
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