Hamburgo é a segunda maior cidade da Alemanha e um dos destinos mais fascinantes do país. Conhecida como a “Porta para o Mundo” graças ao seu imponente porto no rio Elba, a cidade mistura tradição, modernidade e cultura. São mais de 2500 pontes que cruzam canais: mais do que Veneza e Amesterdão juntas!
Ao longo dos séculos, Hamburgo foi destruída e reconstruída várias vezes. Hoje, ao passear pelas ruas, é fácil notar o contraste entre igrejas antigas, edifícios históricos e bairros modernos cheios de vida.
Na minha primeira viagem à Alemanha, cujo destino principal foi Bremen, aproveitei para conhecer Hamburgo num roteiro de 1 dia — e foi surpreendente! Neste guia, partilho contigo os principais pontos turísticos de Hamburgo e dicas práticas para explorar a cidade sem pressa.
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O que visitar em Hamburgo
Hauptbahnhof – Estação Central de Hamburgo
Cheguei à cidade de comboio e a primeira impressão foi na movimentada Hauptbahnhof, a estação central, um local característico da cidade com o seu icónico néon publicitário da Philips. Mais do que uma estação, é quase um centro comercial, com lojas, restaurantes e cafés.
Saindo de lá, segui pela rua pedonal Mönckebergstrasse, a mais conhecida da cidade. Se estiveres com vontade de comprar roupa, sapatos, malas ou joias, estás na rua certa, pois aqui encontras várias marcas de luxo.
Hauptkirche St. Petri – a igreja mais antiga da cidade
A poucos minutos, visitei a Hauptkirche St. Petri, do século XII. A igreja de São Pedro já foi destruída e reconstruída várias vezes, mas continua como um símbolo da cidade. Esta igreja possui o ponto mais alto da cidade: podes subir os 544 degraus que te levam ao topo da torre e admirar a vista da cidade.

Rathaus – a Prefeitura de Hamburgo
Caminhando até ao centro da cidade, encontrei o edifício mais impressionante de Hamburgo: a monumental Rathaus, Prefeitura de Hamburgo. Este edifício de estilo neorrenascentista é a sede do poder executivo e legislativo de Hamburgo e é o quinto da cidade. Os anteriores foram destruídos por guerras e pelo grande incêndio de 1804 que destruiu uma boa parte de Hamburgo.
Optei por não visitar o interior da Rathaus mas, se tiveres tempo, dizem que vale a pena pela beleza dos seus salões interiores.


Todo o espaço envolvente da Rathaus é lindo e apela ao romantismo, um quadro que faz deste o meu local preferido da cidade. Desde o lago artificial Binnenalster, às arcadas neoclássicas, é um local para passares um bom tempo. No meu caso, aproveitei para apanhar uns raios de sol junto ao lago. Se tiveres com tempo, sugiro que faças um passeio de barco pelo lago e pelos canais do rio Alster.


Porto de Hamburgo – a “Porta para o Mundo”
O porto de Hamburgo, no rio Elba, é um dos maiores da Europa e o motor da cidade. Pelo caminho até lá, parei no Rheinscher Hafen para comer a tradicional salsicha com batatas fritas — e recomendo muito.
Até ao porto, passei por algumas das muitas pontes da cidade, todas diferentes e com as suas particularidades. Toda a cidade é recheada de edifícios que dão vontade de parar e fotografar.
O porto de Hamburgo é chamado de “Porta para o Mundo” devido ao forte movimento de transição de mercadorias para toda a Europa. Foi também devido ao porto que a cidade se desenvolveu e se transformou no que é hoje.
Hoje, a zona do porto é um ponto de encontro para os habitantes locais: caminhar, beber cerveja, ouvir músicos de rua e apreciar a vista fazem parte do ambiente.


Hafen City – modernidade e inovação
Junto ao porto está a Hafen City, o bairro mais moderno da cidade, que, no momento da minha visita, estava em obras! Este bairro portuário é o mais novo bairro de Hamburgo e começou a ser revitalizado nos anos 2000, estando previsto que fique completo em 2025.
A ideia é transformar o velho e degradado em algo novo e moderno, que una a sustentabilidade e a inovação.
Aqui encontra-se a famosa Elbphilharmonie, a sala de concertos de Hamburgo, com a sua fachada de vidro impressionante sobre o rio Elba.


Speicherstadt – o bairro dos armazéns históricos
Nas costas de Hafen City e no regresso à estação passei pelo Speicherstadt, o maior bairro de armazéns do mundo. Este bairro, construído no século XIX, é, desde 2015, património da UNESCO. Ainda no ativo, os seus armazéns com tijolo vermelho e telhados de cobre simbolizam o crescimento do comércio internacional na cidade. Todo o bairro é uma atração, não só pelos armazéns, mas também pelos seus quinze museus, incluindo o maior museu em miniatura do mundo, Miniatur Wunderland, e o Museu Marítimo Internacional, muito ligado à cidade.


Chegada à estação central, terminei o dia pela cidade de Hamburgo. Um dia de sol desfrutado junto ao lago artificial, muitos quilómetros a pé pela cidade, muitos cliques aos edifícios e às pontes, comida e cerveja boa e momentos de relaxamento nas escadas do porto de Hamburgo. Fiquei com uma pequena imagem da cidade, ficando a certeza que há muito por explorar nesta cidade cosmopolita e moderna. Um cidade em que toda ela é um verdadeiro museu!
Como chegar a Hamburgo
Existem várias formas de chegar a Hamburgo, dependendo do ponto de partida. No meu caso, o destino principal da viagem foi Bremen, e optei por deslocar-me até Hamburgo de comboio, uma viagem confortável e prática. Mas existem várias opções disponíveis para chegar à cidade:
- Avião: O Aeroporto de Hamburgo (HAM) é a principal porta de entrada, com voos diretos para várias cidades europeias e conexões mundiais. De Portugal, por exemplo, há voos diretos que duram cerca de 6 horas, partindo dos aeroportos de Lisboa e do Porto.
- Comboio: Hamburgo é servida por uma extensa rede ferroviária, incluindo comboios de alta velocidade. A principal estação, Hamburg Hauptbahnhof, liga a cidade a diversos destinos na Alemanha e países vizinhos, sendo uma opção prática e confortável para viajantes.
- Autocarro: Para quem procura uma opção económica, existem autocarros internacionais que chegam ao centro de Hamburgo, ligando a cidade a várias regiões da Europa.
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